sexta-feira, 1 de março de 2013

Saúde da Mulher

Veja as dicas da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista de Fatores de risco para o coração da mulher:
 o coração da mulher Dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. O coração feminino é um dos mais afetado por alguns hábitos de vida moderna. O atual estilo de vida das mulheres exige muito de sua saúde mental e física. Hoje, as mulheres quebram o rótulo de “sexo frágil” e carregam enormes e variadas responsabilidades, como cuidar da casa, dos filhos e do casamento, tudo isso aliado à pressão da rotina profissional e da correria das grandes cidades. Mesmo com inúmeras tarefas, as mulheres reconhecem a necessidade de cuidar da saúde, o que é imprescindível para que suas vidas tão aceleradas não sejam prejudicadas por qualquer tipo de problema. Apesar disso, existe um importante órgão que não tem a devida atenção do sexo feminino: o coração. O que muitas mulheres não sabem é que seus corações têm seu funcionamento afetado por alguns aspectos estritamente femininos como, por exemplo, a menopausa. “Nesse período ocorre a perda acentuada da quantidade de estrogênio, hormônio feminino responsável pela manutenção do revestimento dos vasos sanguíneos. Com isso, os vasos ficam mais dilatados, ocasionando queda de pressão sanguínea, o que diminui o ritmo do coração”, explica o Dr. Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI). Além da menopausa, tratamentos comuns entre as mulheres, como pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal também influenciam negativamente o coração. “No caso da ingestão de anticoncepcionais, o risco de trombose – formação de grandes coágulos que impedem a passagem sanguínea – ocorre devido ao excesso de estrogênio presente no medicamento”, salienta Dr. Queiroga. Felizmente esse quadro vem se modificando ao longo dos anos, com a diminuição da quantidade do hormônio nas pílulas mais modernas. Segundo dados divulgados na França no ano passado, entre as pessoas que sofreram um infarto abaixo dos 60 anos, 25,5% delas foram mulheres.